CALENDÁRIO de PROVAS 2012

 

Apulia San Domenico Grand Final Challenge Tour

 

RICARDO SANTOS CO-LIDERA

FILIPE LIMA NO TOP-20

 

OS MELHORES JOGADORES PORTUGUESES BRILHAM NA PRIMEIRA VOLTA DO TORNEIO ITALIANO DE 330 MIL EUROS EM PRÉMIOS MONETÁRIOS

 

Os dois melhores golfistas portugueses da actualidade, Ricardo Santos e Filipe Lima, cumpriram os seus objectivos na primeira volta do Apulia San Domenico Grand Final, o torneio italiano de 330 mil euros em prémios monetários, que encerra esta semana a época de 2011 do Challenge Tour, a Segunda Divisão do golfe profissional europeu.

 

Ricardo Santos pretende tornar-se no primeiro português a terminar uma temporada como nº1 do Challenge Tour e é um dos líderes após 18 buracos, empatado com outros três jogadores, com 66 pancadas, 5 abaixo do Par.

 

Filipe Lima, por seu lado, precisa de chegar a fim das quatro voltas nos 20 primeiros do ranking do Challenge Tour e o 18º lugar que partilha com outros 11 jogadores, com 69 (-2), deixa-o dentro desse objectivo.


Não fosse uma "gravata" no buraco 16 (um putt de 10 metros) e um birdie-putt no 18 de 6 metros que descaiu ligeiramente para a esquerda e Ricardo Santos estaria a liderar isolado a Grande Final que, pelo sétimo ano seguido, decorre no resort' da região de Puglia, no Sul de Itália, onde a participação do Nápoles na Liga dos Campeões desperta a loucura geral.

 

Mesmo assim, o algarvio não se queixa e a sua volta em 66 (-5) igualou os cartões anteriormente registados do francês Julien Guérrier, do espanhol Jorge Campillo e do italiano Andrea Pavan, qualquer um deles atrás de Santos no ranking do Challenge Tour.

 

Em termos matemáticos, só os 12 primeiros do ranking podem terminar o ano no primeiro posto. E dos co-líderes, só Pavan (7º) se encontra nessa posição, bem atrás do português (3º).

 

Claro que o perigo está longe de afastado e os ingleses Tommy Fleetwood e Sam Little, que jogaram hoje (quarta-feira), no mesmo último grupo de Santos, estão a apenas 1 pancada, no 5º lugar, pelo que está ainda tudo em aberto.

 

Ricardo Santos, vencedor este ano no The Princess by Schucco, na Suécia, faz questão de afastar a pressão e na entrevista que deu ao programa televisivo do Challenge Tour (que passará, em Portugal, na SportTV Golfe), disse: «Se acabar a época como nº1, melhor, caso contrário, paciência, tive uma excelente época e quero é divertir-me».

 

O nº1 do ranking da PGA de Portugal, acrescentou depois ao Gabinete de Imprensa da associação dos profissionais portugueses que a volta de 5 birdies e isenta de bogeys ficou a dever-se ao treino intensivo que fez no jogo curto e a alguns conselhos no novo caddie, o argentino residente na Alemanha, Jorge Gamarra:

 

«Foi um dia bastante positivo. Do tee ao green não joguei do outro Mundo, mas cometi apenas um erro que poderia ter sido perigoso e salvei-me com um putt no 14 de fora do green. Foi uma volta salva pelo jogo curto, uma consequência de me ter focado neste aspecto nos treinos das duas últimas semanas. Fiz shot e putt em vários buracos, nem me lembro de todos, mas no 1, 9, 15 e 17, os dois primeiros para Par e os dois últimos para birdie. Tive os breaks do meu lado e isso deu sempre motivação para os buracos seguintes».

 

Quando no 15, o chip (para eagle) executado num corredor de relva entre dois bunkers rasou o buraco, Sam Little, o actual nº1 do Challenge Tour, vociferou «not again» («Outra vez, não»). A primeira situação semelhante tinha sido no 9, onde outro chip de Ricardo Santos batera na bandeira.

 

Mas o caddie - que já puxou o saco de alguns craques do European Tour, como Francesco Molinari e Miguel Angel Jiménez - também ajudou à boa volta de Ricardo Santos:

 

«Houve shots de estratégia em que ele me aconselhou tacos que talvez eu não tivesse usado. Por exemplo, no 7, no 2º shot, eu talvez usasse um rescue e ele disse-me para jogar o 3 para não colocar um bunker em jogo, e no 3 muitos jogadores saíram de driver e ele disse-me para ir de madeira-3 porque em caso de erro perdoaria mais. Falhei mesmo à esquerda e deu para fazer chip e putt atrás do bunker».

 

Se Ricardo Santos quer, sobretudo, divertir-se, Filipe Lima tem a enorme pressão de tentar juntar-se ao seu compatriota no European Tour em 2012, mas, para isso, necessita de manter-se no top-20 que ocupa (19º) no ranking do Challenge Tour.

 

O português residente em França nem quer fazer contas porque são bem complicadas, dado que qualquer um dos 45 participantes pode integrar esse top-20 no final dos 72 buracos.

 

Sendo Lima o 19º no ranking do Challenge Tour, o 18º posto em que figura em San Domenico, após uma primeira volta em 69 (-2) é positivo, sobretudo se, como sucedeu, forem os melhores do ranking a assaltarem o leaderboard.

 

O que Lima não quer é um top-ten dominado pelos jogadores que estão a morder-lhe os calcanhares no ranking e isso, até ao momento, não tem sucedido. O único perigo é Jamie Elson, 24º no ranking e 2 pancadas à frente do português residente em França.

 

Filipe Lima jogou bem, ao ataque como é seu costume, com «boas saídas e a patar bem, a fazer muitos birdies. É bom sinal».

 

Concretizou até mais birdies (6) do que Ricardo Santos, mas cometeu, nas suas próprias palavras, «duas asneiras que resultaram em bogeys» e isso não o deixou nada satisfeito, sobretudo um ferro-7 no buraco 16 que ultrapassou o green e foi parar a um rough denso, impossibilitando o chip e putt: «Deveria ter sido um ferro-9 ou, quanto muito, um 8, mas estava a contar com o vento que não apareceu».

 

Foi, de facto, uma primeira volta sem vento, com sol, digno do sul de Itália, com o mar Adriático em pano de fundo em muitos dos buracos deste Par-72 de 6.410 metros.

 

Se Ricardo Santos nunca tinha jogado neste campo e só ontem (terça-feira) fez a sua volta de reconhecimento, já Filipe Lima lembra-se bem de quando jogou aqui em 2009: «Fazia muito mais vento. Não há comparação. Mas há previsões de mais vento no final do torneio. Poderá ser bom para mim».

 

Essas são as únicas contas que faz o nº2 do ranking da PGA de Portugal. As outras, do ranking, recusa-se, não quer ser calculista. «Não ligo a isso. Só sei que se jogar bem fico bem classificado e isso será suficiente», disse, Filipe, acompanhado pela mulher, Isabel, também nas funções de caddie.

 

Amanhã, para a segunda volta, Filipe Lima parte às 09:37 horas com o francês Anthony Snobeck e o inglês Sam Walker, enquanto Ricardo Santos integra o penúltimo grupo, das 10:48 horas, com os ingleses Andrew Marshall e Steven Tiley

 

 

PGA's of Europe Championship

 

HUGO SANTOS

CAMPEÃO EUROPEU

 

O Nº1 DA ORDEM DE MÉRITO DA PGA DE PORTUGAL FOI O MELHOR PROFISSIONAL DE CLUBE

 

Hugo Santos sagrou-se campeão europeu de profissionais de clube, ao vencer o PGA's of Europe Championship, torneio de 60 mil euros em prémios monetários, que hoje terminou no Pravets Golf & Spa, na Bulgária.

O antigo campeão nacional amador derrotou no ?play-off' o holandês Ben Collier, depois de terem empatado no final dos 72 buracos regulamentares com 277 pancadas, 11 abaixo do Par.

«Estou muito satisfeito, porque é a minha primeira grande vitória como profissional, a primeira internacional. Só tinha ganho um torneio no estrangeiro como amador e é claro que este tipo de torneio dá uma motivação suplementar. Deve ser o que os futebolistas sentem na Liga dos Campeões», disse Hugo Santos, de 32 anos, que embolsou um prémio de 10 mil euros.

«Vai dar uma grande ajuda e conforto financeiro, para além de me preparar da melhor maneira para a série de torneios que vêm aí, a Escola de Qualificação do European Tour no Ribagolfe (Benavente), o Vidago PGA Open e o Portugal Masters», acrescentou o nº1 d Ordem de Mérito da PGA de Portugal.

Na hora do seu mais importante título profissional, o profissional do Pestana Vila Sol não se esqueceu de quem o ajudou a viajar à Bulgária: «Aproveito para agradecer o apoio da GlobalNewspapers e Press People, porque, juntamente com a PGA de Portugal, tornaram possível a minha participação».

«A PGA de Portugal sente orgulho pelo trabalho que o Hugo Santos fez, dignificando o país e a associação. Sabia que o Hugo tinha jogo para ganhar e nesse sentido não posso dizer que tenha superado as expectativas, mas um ?top-5' já teria sido bom. Ganhar foi a cereja no topo do bolo», comentou José Correia, presidente da PGA de Portugal, que irá manter o papel de ?caddie' do algarvio durante o Portugal Masters; «Conheço-o bem, temos uma boa relação e fazemos uma equipa quanto baste».

A presença de José Correia foi fundamental na vitória de Hugo Santos no Europeu que não se disputava desde 2004 por falta de patrocínios e que este ano tomou o nome oficial de UniCred PGA Professional Championship of Europe.

O vencedor do Curia PGA Open precisou do apoio psicológico do ?caddie' de luxo para superar o difícil início de última volta. Santos começou com uma vantagem de 2 pancadas sobre Ben Collier, mas quando foram para o 2º buraco já ia 2 atrás.

«Comecei mal, logo com um ?triplo-bogey' no primeiro buraco, porque o drive foi ?out-of-bounds' e depois fiz 3 ?putts'. Ele arrancou um ?birdie'. Tive, depois, mais 3 ?putts' no buraco 10 e andei quase todo o jogo atrás dele», explicou. 

Para um jogador que só tinha feito um ?bogey' em 54 buracos, foi um rude golpe, mas recuperou, com birdies nos buracos 6, 9, 13 e 16, para igualar o Par-72 do campo.

Enquanto isso, Ben Collier concluía uma volta de seis ?birdies' e dois ?bogeys' e um duplo no 17, que o levou a uma derradeira volta de 70 e a empatar com Hugo Santos (-11). 

 

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